segunda-feira, 5 de março de 2018

REPAGINANDO MÓVEIS - 2° MÓDULO MOVEIS DE MADEIRA OU MDF

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Nas técnicas de pintura em móveis de madeira o que varia é a peça que você quer dar cara ''nova''.

Material para fazer a pátina provençal Se seu móvel é entalhado e torneado, então é provável que tenha um acabamento antigo de cera, verniz ou outro. Lixe e lixe até chegar ao ''osso'' da madeira, deixe-a crua. 
Lixe com a lixa mais grossa. Não esqueça das frestas, dobras e relevos. Limpe a poeira e lixe uma segunda vez com a lixa média. Limpe bem novamente e lixe pela terceira vez com a lixa fina. Lave a peça e deixe bem limpa.

As vezes a madeira quando pintada, mesmo lixado no osso, solta uma resina amarelada manchando a tinta. Se acontecer, aplique goma laca antes de pintar.
Resultado de imagem para goma laca A goma laca irá selar a madeira


Com o pincel redondo passe a base PVA branca em toda a peça. Não precisa ficar perfeito, mas não deve ficar nenhuma fresta em madeira. Pinte os relevos e os buracos. Espere secar de 3 a 5 horas, na sombra.
Passando a base primer na madeira
Depois de seco lixe novamente com a palha de aço. Ela é muito fina e vai retirar qualquer marca de pincel, deixando a superfície lisa para receber a tinta. Limpe bem com um pano úmido.

Lixando as superfícies, bordas e quinas para a pátina
Depois de bem seco, lixe com a palha de aço. Vá retirando as camadas de tinta, com menos força onde deseja que o branco permaneça, e com mais força onde deseja que a madeira venha à tona. É isso que dará “idade” ao seu objeto.

Ressaltando o aspecto envelhecido com tinta diluída
Dilua um pouco da sua tinta mais clara em água. Com o pincel largo dê pinceladas no objeto e imediatamente limpe o excesso com um pano seco. Vai parecer que está manchando, mas é esse mesmo o efeito que queremos.
Desgastando as superfícies
Depois de bem seco, use a lixa fina para desgastar os relevos, bordas e quinas do seu objeto, deixando a madeira novamente aparente. Ao terminar você terá muitas nuances de cores, da madeira até a cor mais clara.

A sua peça está pronta. Não é necessário passar verniz, pois a pátina provençal não usa esse acabamento, mas se você fizer questão, use verniz a base de água. 
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A Pátina provençal apresentada em aula, foi a com o uso de vela, que pode ser aplicada em peças mais planas, lisas, sem entalhes. 
Aqui o segredo é sempre caprichar no preparo da peça lixando bem, na limpeza entre as etapas e nesse caso não esquecer de lixar somente num sentido, para não marcar a peça e ter que recomeçar do zero. Outra dica é não usar verniz amarelo, afinal o efeito provençal exige um acabamento bem branquinho.

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Não importa qual a técnica de pátina que você vai usar, lembre sempre que tudo começa com uma superfície bem limpa. Se você pensa em fazer pátina num móvel que já tenha uma cobertura, de tinta, verniz ou cera, lembre-se de que terá que retirar toda ela antes de começar a patiná-la. Nesse caso, use o removedor adequado para o produto que quer retirar e deixe sua peça limpinha para começar.
Outra dica é fazer um teste numa pequena superfície escondida do seu móvel, para não se aborrecer depois. Teste, confira se deu tudo certo e depois, mãos à obra.
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Lembrem que vocês podem usar as cores que desejarem para essa técnica, mas o estilo provençal usa obrigatoriamente o branco como cor predominante.
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Dicas extras: 
Troque o cinza claro por azul ou tons pastéis.
Para iniciar uma pintura com exceção da pintura em máscara de stencil, molhe o pincel, passe de um lado para o outro para tirar o excesso no papel toalha e aí sim vá até a tinta e comece a pintar.
Se você aplicar muitas camadas de tinta por alguma razão, então lixe as superfícies e bordas com uma lixa mais grossa. 
Não tenha pressa ao preparar a madeira para a pintura. É provável que este seja o passo mais negligenciado e muitas vezes o mais crucial. A tinta não irá reparar rachaduras, saliências, buracos e outras imperfeições na madeira e nem mantê-las escondidas depois de secar. Na verdade, é provável que essas imperfeições fiquem ainda mais aparentes..
Remova a pintura antiga da madeira, caso exista. Se a madeira que você quer pintar já estiver pintada, você precisará remover essa tintura antes de adicionar uma nova camada. Use uma espátula rígida para retirar a tinta existente. Não se preocupe com imperfeições, pois antes de terminar a preparação você deverá lixar toda a superfície da madeira.
  • A menos que a superfície em questão tenha uma pintura à base de óleo, não utilize removedores químicos. Raspe o máximo que puder e depois use uma solução de fosfato trissódico para limpar o resto do resídio de tinta e sujeira. Lave bem.
  • Se a sua madeira possuir alguma mancha ou acabamento, aplique nela a solução de fosfato trissódico. Ao invés de tentar remover a mancha e o acabamento completamente, foque em limpar e lixar a madeira, de maneira a dar a tintura uma superfície porosa para se aderir.
  • Lixe a superfície da madeira com uma lixa grossa e termine com uma lixa fina.Primeiramente, lixe a área onde você usou massa ou enchimento antes do resto da superfície para obter uma textura mais uniforme. Com uma lixa fina (#80 ou #100) certifique-se de remover a tinta que ainda está na superfície. Por fim, utilize uma lixa #150 ou superior para alisar a superfície e deixá-la pronta para a aplicação do primer. Lembre-se de passar a lixa na direção dos veios da madeira, e não contra ela.
    • Durante este processo, o seu melhor aliado será uma lixadeira orbital, especialmente se você planeja pintar uma quantidade alta de madeira. Caso não possua uma lixadeira orbital ou de eletricidade, você poderá usar um bloco de lixar, mas este irá gastar muito mais tempo e esforço.
    • Caso não haja outra saída, você pode usar uma lixa normal manualmente. Apenas tenha em mente que, dependendo da quantidade de madeira que você deve pintar, este processo poderá ser extremamente trabalhoso e demorar bastante tempo.
    • Limpe qualquer poeira ou resíduo de madeira. Se você tiver um aspirador, aspire a superfície da madeira cuidadosamente e, em seguida, passe um pano úmido para retirar as sobras. Se você não tiver um aspirador, limpe o pó ou resíduos com um pano seco, terminando com um pano úmido. Aguarde até que a madeira seque completamente.
    Independentemente do tipo que você escolher, utilize tintas e pincéis de alta qualidade.

    • Algumas pessoas podem querer usar um pincel de espuma para os seus projetos, mas eles penetram menos a tinta e deixam mais bolhas de ar do que os pincéis de cerdas.
    • Molhe o pincel com a tinta. Mergulhe um terço do pincel na tinta de sua escolha. Bata o pincel de um lado da lata de tinta, vire-o em 180 ° e bata do outro. Dessa forma, o pincel deverá ter a quantidade correta de tinta para cobrir uma boa área.
    • Use um pincel seco para passar suas pontas ao longo da tinta. Este processo é chamado de "pentear" e ajuda a cobrir bem a área e minimizar a visibilidade dos traços. Os traços desaparecerão à medida que a tinta se secar, por isso, é importante que a tinta seque lentamente.
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Resultado de imagem para patina provenzale in italia DECAPÉ 
A palavra francesa "decapé", refere-se ao termo "decapagem" e explica que " é um processo químico capaz de remover a camada de tintas ou corantes superficiais ".
L'effetto decapè esalta l'anticatura degli oggetti di arredo
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Shabby Chic





REPAGINANDO MÓVEIS - 1° MÓDULO MOVEIS PLÁSTICOS

Como prometido, irei colocar as dicas aqui hoje do curso de repaginação de móveis. 
Irei dividir as dicas em módulos de acordo com a técnica, ok?? 
Vamos lá...
A primeira DICA será da pintura de móveis plástico com efeito metalizado, dando aquele ar de estilo industrial.
Manuseando a tinta spray:

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1

Junte os materiais. A tinta spray está disponível em dezenas de marcas e centenas de cores, por isso, dê uma olhada nas suas opções para ver o que vai atender às necessidades do seu projeto. Você também precisará de alguns outros suprimentos para fazer um trabalho de pintura profissional. Antes de começar, você vai precisar de:
  • Tinta spray na cor de sua escolha;
  • Primer;
  • Jornal, um pano velho ou uma lona plástica para proteger o piso e outros itens ao redor daquele que você vai pintar;
  • Fita para pintura;
  • Luvas descartáveis, óculos de segurança e um respirador.
2
Prepare o local de trabalho. Sempre que for pintar com spray, trabalhe ao ar livre, em uma área bem ventilada. Os gases liberados pela tinta podem prejudicar o sistema respiratório. Saiba que a tinta não vai ter uma boa aderência se estiver muito frio ou muito úmido lá fora, portanto, espere por um momento em que a umidade do ar esteja abaixo de 65% e o clima esteja ensolarado e quente.
  • Coloque o jornal, o pano ou a lona no chão. Se estiver trabalhando ao ar livre, use pesos, como pedras, para evitar que os materiais de proteção saiam voando com o vento. Espalhe as coberturas em uma boa área, ou seu quintal e sua garagem podem acabar com uma leve camada de cor da tinta.
  • Aplique a fita nas áreas que não deseja pintar. Veja se as bordas estão bem coladas à superfície, evitando que a tinta vaze por baixo delas.
  • Coloque o equipamento de proteção. Antes de começar a pintura, coloque o respirador, os óculos de segurança e as luvas descartáveis. Os óculos vão ajudar a proteger você caso a tinta seja soprada na direção do seu rosto, e, como ela é tóxica, as luvas descartáveis e o respirador são necessários. Coloque tudo antes de começar a pintura.
    • Os respiradores podem custar caro, mas qualquer valor é bem mais barato do que consultar o médico por causa de problemas respiratórios mais tarde.
    • Se você se sentir tonto, enjoado ou com dificuldade para respirar, mesmo que só um pouco, pare e descanse. Lembre-se, sua saúde e sua segurança são sempre mais importantes do que o projeto.
3
Use cavaletes para erguer o item. Se for pintar um objeto que possa ser erguido por cavaletes, use-os para suspender o item no ar. Isso facilitará a aplicação da tinta spray, já que assim você não precisará se abaixar tanto. Colocar o objeto sobre os cavaletes também facilitará o alcance de áreas que ficariam difíceis de alcançar com ele no chão

4
Para objetos pequenos, monte uma caixa de pintura. Se for pintar um item pequeno, você pode colocá-lo dentro de uma caixa deitada de lado. Em seguida, aplique a tinta na caixa para pintar o objeto, diminuindo as chances de que a tinta atinja outras superfícies próximas. Você também pode colocar os itens em um pedacinho de papelão ou em um prato giratório dentro da caixa para facilitar na hora de girar e pintar.

5
Limpe a superfície do objeto. A tinta não aderirá a superfícies empoeiradas, engorduradas ou sujas. Separe alguns minutos para limpar a sujeira que estiver presa à superfície do material que você pretende pintar.
  • Você pode usar somente um pano úmido ou aplicar um multiúso se a superfície estiver bem suja. Só não se esqueça de secá-la completamente antes de aplicar a tinta.
  • Se houver algum resíduo grudento na superfície do objeto, como os restos de uma etiqueta de preço, raspe esse resíduo e use um multiuso para remover o resto.
  • Você também pode usar uma folha de lixa para alisar as superfícies mais ásperas. Isso ajudará a dar um acabamento liso à superfície pintada.
6
Aplique o primer primeiro. Agite a lata de primer por cerca de três ou quatro minutos antes de usá-la. Em seguida, comece a passar o produto ao longo do objeto que pretende pintar. Aplique uma camada uniforme de primer no objeto inteiro e espere o produto secar completamente. Leia a lata do primer para saber quanto tempo a secagem vai levar.
  • Você só precisa aplicar uma demão de primer antes de pintar o objeto.
  • A aplicação desse produto antes da pintura ajuda a garantir que a tinta tenha um acabamento uniforme. Caso contrário, você pode precisar de várias camadas de tinta spray para obter o mesmo efeito.
7
Agite bem a lata. Agite a lata de tinta por cerca de três a quatro minutos antes de começar. Isso ajuda a garantir que a tinta esteja bem misturada, o que é essencial para que a cor seja consistente durante a pintura do objeto.
  • Prefira pecar pelo excesso do que pela falta. Nada vai dar errado se você agitar demais a lata, mas sim se agitar de menos.
8
Faça um teste. Comece aplicando a tinta em uma área mais escondida do objeto ou em um pedaço de madeira ou papelão qualquer. Assim, você terá uma ideia de como a tinta vai ficar quando você pintar o item. Também será possível testar qual distância gera o efeito de pintura desejado.

9
Aplique uma demão em todo o projeto. Passe a tinta devagar ao longo da superfície do item para obter uma cobertura uniforme. Não mire o bico em apenas um ponto. Além disso, sobreponha um pouco cada uma das aplicações para não deixar falhas entre as áreas pintadas.
  • Segure a lata de tinta a cerca de 20 cm do objeto e mova-a de um lado para o outro devagar, mais ou menos 30 cm por segundo.
  • Não aplique uma camada grossa, pois a tinta pode escorrer e ficar grudenta por mais tempo. Isso também aumenta a chance da pintura ficar borrada. Em vez disso, passe várias camadas leves de tinta no objeto e deixe cada uma delas secar bem antes de aplicar outra.
  • Tenha em mente que a primeira demão provavelmente vai ficar manchada e deixar a cor original aparecer, mas você vai cobrir as partes manchadas com a segunda demão de tinta.
10
Deixe a primeira demão secar completamente. A maioria das tintas em spray exige no mínimo 24 horas de secagem antes da aplicação da segunda camada.Não acelere o processo. É melhor ser paciente e deixar a tinta secar bem antes de aplicar mais.

11
Deixe a segunda demão secar. Dê 24 horas para a segunda camada de tinta secar. Em seguida, tire a fita que tiver usado para proteger algumas partes do objeto. Jogue fora ou guarde as lonas e os jornais e armazene o resto de tinta em um local seco e limpo.

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Passe uma demão de acabamento, se desejado. A maioria dos itens pintados com spray não precisa de acabamento, a menos que seja usada com frequência. Mas você pode aplicar uma demão de acabamento a qualquer item que pintar com spray. Compre um acabamento em spray incolor e aplique uma camada leve sobre o item pintado depois que este secar completamente. Em seguida, deixe secar por pelo menos 24 horas e aplique outra camada, se quiser.
  • Aguarde até a última demão de acabamento secar por completo antes de encostar no objeto ou movê-lo de lugar.
  • Lembre-se de que a aplicação do acabamento é opcional. Se estiver contente com a aparência do objeto depois da aplicação da tinta, não se preocupe em aplicar um acabamento.


 Peça de Pinus ou eucalípto cru para 
assento Aqui na madeira poderemos aplicar muitas técnicas ensinadas em aula para decorar o assento.




Foto 1 - Banqueta Niterói Tramontina


 Efeito final (banco Soho original em metal)


Efeito enferrujado
Banco plástico








Resultado de imagem para pintura com efeito enferrujado Pintura efeito metal envelhecido. Para sobreposição de tinta, lembrem-se das nuvens de spray. 


sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Y VIVA EL MEXICO

                 
 
                                Resultado de imagem para DECORAÇÃO DE INTERIORES MEXICANA
                    Gorgeous Mexican Otomi embroidery // Bordados mexicanos tenangos // casahaus.net
              Trend alert: Mexican blankets and embroidery / Textiles mexicanos en tendencia: casahaus.net
            ALMOHADONES Almohadones decorativos de primera calidad, realizados con relleno de vellón siliconado, tela arpillera y aguayos provenientes de Bolivia...
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          Imagina ter uma #sala que parece um# jardim? Pois é disso que trata o #urbanjungle  –  #Decoração com #Paisagismo, quer coisa melhor??? Veja como ter e manter no #simplesdecoracaoResultado de imagem para DECORAÇÃO DE INTERIORES MEXICANA                                                 Resultado de imagem para DECORAÇÃO DE INTERIORES MEXICANA
                    
                   

Guacamole do Mariachi

Ingredientes




















  • Ingredientes:

  • 3 colheres de sopa de coentro fresco
  • 2 colheres de sopa de azeite
  • 2 pimentas dedo-de-moça
  • 2 colheres de chá de sal
  • 2 unidades de avocado
  • 1 cebola roxa
  • 2 limões

Modo de preparo

  1. Corte a cebola roxa em fatias finas e deixe de molho na água 
  2. com gelo por 5 minutos.
  3. Abra as pimentas e retire as sementes. Pique em cubinhos e 
  4. reserve.
  5. Retire as folhas do coentro, lave bem e pique grosseiramente.
  6. Abra os abacates, retire o caroço e amasse a polpa com um 
  7. garfo.
  8. Esprema os limões e adicione na polpa do abacate.
  9. Agora misture todos os ingredientes e tempere com azeite e sal.
  10. Pronto, agora é só servir!
Dica: você pode servir o guacamole como salada ou com nachos, tortillas e torradinhas. 
www.westwing.com.br

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Então, o que afinal é um ''ELFO''??

São criaturas mitológicas do folclore celta e escandinavo – presentes, portanto, nas lendas de países como Grã-Bretanha, Noruega e Suécia. Nessas histórias eles usam seus poderes mágicos para aprontar travessuras e são quase imortais: só morrem se forem assassinados, imunes à velhice e às doenças.
Na maioria dos relatos, surgem como anõezinhos de orelhas pontudas – mas, dependendo da região de origem da lenda, assumem formas que vão de espíritos protetores da natureza a anões pretos, cinzentos ou brancos. “A raiz do nome elfo, alf, é a mesma de ‘alvura’, o que indica um caráter positivo”, diz o historiador Hilário Franco Júnior, da USP.
As histórias, porém, nem sempre mostram elfos bonzinhos. “Os Edda, coleção de textos da mitologia escandinava do século XIII, trazem três tipos: os brancos, bons, e os negros e cinzentos, perversos”, afirma Verlyn Flieger, professora de Mitologia Comparada da Universidade de Maryland, Estados Unidos.
Com a expansão européia do Cristianismo, os elfos acabaram demonizados – mas essa imagem foi virada ao avesso pelo escritor J.R.R. Tolkien na trilogia O Senhor dos Anéis (1954), em que os elfos são belos e sábios, parecidos com humanos de estatura elevada.

Elfo é uma criatura mística da mitologia nórdica e céltica, que aparece com frequência na literatura medieval europeia.
Nesta mitologia os elfos chamam-se Alfs ou Alfr, também chamados de "elfos da luz" - Ljosalfr. São descritos como seres belos e luminosos, ou ainda seres semi-divos, mágicos, semelhantes à imagem literária das fadas ou das ninfas. De fato, a palavra "Sol" na língua nórdica era Alfrothul, ou seja: "o Raio Élfico"; dizia-se que por isso seus raios seriam fatais a elfos escuros e anões.
Se dizia na Alta Idade Média que eles eram responsáveis por adoecer as pessoas, uma dor repentina já se dizia que a culpa eram deles.
Eram divindades menores da natureza e da fertilidade. Os elfos são geralmente mostrados como jovens de grande beleza vivendo entre as florestas, sob a terra, em fontes e outros lugares naturais. Foram retratados como seres sensíveis, de longa vida ou imortalidade, com poderes mágicos e grande ligação com a natureza.
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As mais antigas descrições de elfos vêem da mitologia nórdica. Eram chamados álfar, de singular álfr. Outros seres com nome etimologicamente relacionados a álfar sugerem que a crença em elfos não se restringe aos escandinavos, abrangendo todas as tribos germânicas. Essas criaturas aparecem em muitos lugares.
Shakespeare as imaginava como seres pequeninos, porém a mitologia original os descrevem como sábios, poucos centimetros menores do que a média humana (entre 1,70m a 1,73m contra 1,80m a 1,83m dos humanos), eram belos e supostamente imortais.
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Literalmente, os elfos são gênios que, na mitologia escandinava, simbolizam o ar, a terra, o fogo e água.
No poema Völundarkviða, o herói ferreiro Völundr foi chamado "Governante dos Elfos" (vísi álfa) e "Rei dos Elfos" (álfa ljóði). A introdução em prosa desta obra também o identifica como filho dos fineses (finns), povo ártico respeitado por sua magia xamânica.
Na Saga de Thidrek, uma rainha humana descobre que o amante que a engravidou é um elfo e não um homem e depois dá à luz o herói Högni.
Na Saga de Hrolf Kraki, um rei chamado Helgi estupra e engravida uma elfa vestida de seda que era a mulher mais bela que jamais vira. A elfa dá à luz a meia-elfa Skuld, muito capaz em feitiçaria (seiðr) e quase invencível em batalha. Quando seus guerreiros caíam, ela os fazia erguerem-se de novo para continuar a luta. A única forma de derrotá-la era capturá-la antes que pudesse convocar seus exércitos, que incluíam guerreiros elfos. Skuld casou-se com Hjörvard, que matou Hrólfr Kraki.
Também o Heimskringla e na Saga de Thorstein, o Filho do Viking, relatos de uma linhagem de reis locais que governaram Álfheim, correspondente à atual província sueca de Bohuslän, cujos naturais desde então teriam sangue élfico e tinham a reputação de serem mais belos que a maioria dos humanos. O primeiro rei se chamou Alf (elfo) e o último, Gandalf (Elfo do Bastão, inspiração para o Gandalf tolkieniano).
Os elfos são também descritos como semideuses associados à fertilidade e ao culto dos ancestrais, como os daimones gregos. Como espíritos, os elfos podem atravessar portas e paredes como se fossem fantasmas, o que acontece nas Norna-Gests þáttr.
O mitógrafo e historiador islandês Snorri Sturluson referiu-se aos anões (dvergar) como "elfos da escuridão" (dökkálfar) ou "elfos negros" (svartálfar) e referiu-se aos outros elfos como "elfos da luz" (ljósálfar), o que frequentemente foi associado com a conexão dos elfos com Freyr, o deus nórdico do Sol (segundo Grímnismál, Edda Poética).
Na poesia e nas sagas nórdicas, os elfos são ligados aos Æsir pela frase muito comum "Æsir e os elfos", que presumivelmente significa "todos os deuses". Alguns eruditos comparam os elfos aos Vanir (deuses da fertilidade). Mas no Alvíssmál ("Os ditos do Conhecedor de Tudo"), os elfos são considerados diferentes tanto dos Vanir quanto dos Æsir, como mostra uma série de nomes comparativos na qual são dadas as versões dos Æsir, dos Vanir e dos elfos para diferentes palavras, refletindo as preferências de cada categoria.
É possível que haja uma distinção de estatuto entre os grandes deuses da fertilidade (os Vanir) e pequenos deuses (os elfos). Grímnismál relata que Frey (um dos Vanir) era o senhor de Álfheimr. O Lokasenna diz que um grande grupo de Æsir e elfos reuniu-se na corte de Ægir para um banquete. Menciona vários poderes menores, servos dos deuses como Byggvir e Beyla, pertencentes a Freyr, o senhor dos elfos, que eram provavelmente elfos, pois não são contados entre os deuses. Dois outros servos mencionados são Fimafeng (morto por Loki) e Eldir.
Um poema composto por volta de 1020, o Austrfaravísur ("Versos da Jornada para o Leste"), Sigvat Thordarson diz que, por ser cristão, recusou-se a entrar em um lar pagão, na Suécia, porque um álfablót ("sacrifício aos elfos") estava em curso. Provavelmente, tal sacrifício envolvia uma oferenda de alimentos. Da época do ano (próxima do Equinócio de Outono) e da associação dos elfos com fertilidade e ancestrais, pode-se supor que isso estava relacionado com o culto dos ancestrais e da força vital da família.
A Saga de Kormák, por sua vez, relata como um sacrifício aos elfos podia curar um ferimento de guerra.
Considerando a tradição inglesa, a palavra elf do inglês moderno vem do inglês antigo ælf (pl. ælfe, com variantes como ylfe e ælfen). Originalmente, referia-se aos elfos da mitologia nórdica, mas também as ninfas dos mitos gregos e romanos foram traduzidas pelos monges anglo-saxões como ælf e suas variantes.
Elf-shot (ou elf-bolt ou elf-arrow, "flecha élfica") é uma palavra encontrada na Escócia e Norte da Inglaterra desde o século XVI, inicialmente com o sentido de "dor aguda causada por elfos", mas que depois passou a denotar pontas de flecha de pedra lascada, do neolítico, que no século XVII eram atribuídas pelos escoceses aos elfos e usadas em rituais de cura. Supostamente eram também usadas por bruxas (e, talvez, elfos) para causar mal a pessoas e gado. Tufos de cabelo embaraçado eram chamados elf-lock ("madeixa élfica") e supostamente causados por travessuras dos elfos. Paralisias repentinas eram às vezes atribuídas a golpes élficos.
A maioria dos elfos mencionados em baladas medievais inglesas são do sexo masculino e frequentemente de caráter sinistro, inclinados ao estupro e assassinato, como o Elf-Knight ("Cavaleiro Elfo") que rapta a rainha Isabel. A única elfa mencionada com frequência é a Rainha dos Elfos, ou da Elfland.
Já nos contos populares do início da Idade Moderna, os elfos são descritos como entidades pequenas, esquivas e travessas, que aborrecem os humanos ou interferem em seus assuntos. Às vezes, são consideradas invisíveis. Nessa tradição, os elfos se tornaram sinônimos das "fadas" originadas da antiga mitologia céltica, como os Ellyll (plural Ellyllon) galeses.
Mais tarde, a palavra elf, assim como o termo literário fairy, evoluiu para denotar, em geral, vários tipos de espíritos da natureza, como sprite, pwcca, hobgoblin, Robin Goodfellow, o brownie escocês e assim por diante. Esses termos não são mais claramente distinguíveis no folclore e passaram a ser equivalentes do igualmente genérico termo português "encantado".
Uma lenda diz que se alguém espalhar folhas de escambroeiro ou espinheiro-cerval (Rhamnus cathartica, em inglês blackthorn, de frutos purgativos) em um círculo e dançar dentro dele sob a lua cheia, aparecerá um elfo. O dançarino deve ver o elfo e dizer, Halt and grant my boon! ("Pare e me dê a bênção!") antes que ele fuja. O elfo atenderá então a um desejo.
Na literatura brasileira, há referências especialmente em novos autores de literatura fantástica. Aparecem em romances como A Chave da Harmonia: Rachaduras na Ordem, de Marcello Salvaggio, e Pelo Sangue e Pela Fé, de Cláudio Villa.
Já nas obras do ciclo de Melniboné, de Michael Moorcock, os habitantes deste reino são em diversos aspectos uma subversão dos elfos tolkienianos.
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O escritor britânico J. R. R. Tolkien (1892-1973) foi um dos primeiros a introduzir elfos na literatura, mais especificamente na literatura fantástica voltada ao público jovem. Em sua obra mais conhecida, O Senhor dos Anéis, Tolkien descreve elfos como sendo seres belos, sábios, poderosos, fascinantes, e com uma relação muito especial e profunda com a natureza, sendo a raça muito explorada nos três livros da série — sendo um dos personagens secundários mais importantes, Legolas Verdefolha, um elfo (representante da raça élfica na Sociedade do Anel). Inclusive o autor resgatou formas há muito inutilizadas da palavra Elf, Elfo em inglês, cujo plural era comumente Elfs. Em sua obra, Tolkien usava a variedade Elves, e a palavra acabou voltando aos dicionários. O mesmo aconteceu com Dwarf, Dwarfs, Dwarves, Anão.
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Na obra do escritor americano Christopher Paolini, autor de o Ciclo da Herança, fortemente influenciado por Tolkien, os elfos também são muito referidos, sendo descritos e explorados de uma maneira bem parecida com a do autor britânico. Na história de Paolini, quando os elfos chegaram ao Reino de Alagaësia, vindos do mar, já os dragões lá estavam. Julgando-os criaturas como as outras, próprias para caçar, um jovem elfo matou uma cria como se fosse um animal qualquer. Ultrajados com este comportamento da parte dos Elfos, deu-se início a uma guerra entre as duas raças. Os elfos eram orgulhosos, mágicos potentes, graciosos, belos e excelentes guerreiros, e os dragões, ferozes, grandes, perigosos e tão orgulhosos quanto estes, apesar de raramente fazerem magia. Um elfo chamado Eragon encontrou um ovo de dragão que pra ele eclodiu, criando um vinculo e afeição especial pelo dragão, ele mostrou que as duas raças poderiam viver em paz, com o passar do tempo, os elfos fizeram seu maior feito de orgulho, escreveram o encantamento que unia as duas raças para sempre, os dragões forneceram a energia necessária para o encantamento. Foi estabelecido um pacto: ambas as raças, unidas, se comprometeriam de ajudar a preservar a paz e a harmonia por toda a Alagaësia, sendo criado, dessa forma, os Cavaleiros de Dragão (séculos mais tarde, os humanos também foram incluídos nesse pacto).
Na saga de Paolini, os elfos vivem em Du Weldenvarden, uma mítica e misteriosa floresta ao norte de Alagaësia, e são conhecidos pelas suas orelhas pontiagudas. São mais resistentes que os humanos e têm capacidades físicas muito melhores que estes. Chamados de "O Belo Povo", são de facto tão belos que dificilmente se distingue o rosto de um homem de uma mulher. São vegetarianos e sofrem com os danos provocados na natureza. Dominam a magia desde cedo e conseguem alterar a sua aparência. Também sabem manobrar armas com grande destreza, e preferem arcos ou espadas. Podem viver eternamente, salve guardo quando são acometidos por uma doença que seus meios mágicos e seu conhecimento não consiga curar, são hoje um reflexo da população que outrora foram, criaram varias construções por toda a Alagaësia. É raro haver crianças elfas. Anualmente, cantam à sua floresta de maneira a crescer e quase todos os locais estão protegidos por encantamentos poderosos.
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