quinta-feira, 1 de novembro de 2012

PICO DA NEBLINA


              PICO DA NEBLINA




Pico da Neblina, localizado no norte do Amazonas, na Serra do Imeri, é o ponto mais alto do Brasil com 2993,78 metros de altitude (medição revista por satélite/GPS pelo IBGE em 2004). Dá nome ao Parque Nacional do Pico da Neblina, onde está situado. Localiza-se no município de Santa Isabel do Rio Negro, mas a cidade mais próxima é São Gabriel da Cachoeira. O segundo ponto mais alto situa-se a meros 687 metros da fronteira com a Venezuela no Pico 31 de Março, conforme determinado por uma comissão demarcadora de fronteiras em 1962


História
O Pico da Neblina teria sido descoberto na década de 1950 pelo então comandante Mário Jucá, da Panair do Brasil, ao sobrevoar o pico num raro momento em que ele não estava encoberto pela neblina, numa época que se acreditava ser o Pico da Bandeira o ponto mais alto do Brasil. Na época não existiam instrumentos de precisão como o GPS, porém o comandante teria chegado a essa conclusão baseado apenas no altímetro de sua aeronave. Porém, se para os brasileiros o pico era desconhecido, os venezuelanos já o conheciam anteriormente como Cerro Jimé, e a área da montanha já tinha sido visitada em 1954 numa expedição do eminente ornitologista venezuelano (filho de americanos) William H. Phelps, Jr. Em sua homenagem, o pico às vezes é chamado de Cerro Phelps na Venezuela.
Em 1965 o topógrafo José Ambrósio de Miranda Pombo mediu a altitude do pico da Neblina como sendo de 3.014 metros e a do pico vizinho 31 de Março em 2.992 metros. Porém, em 2005 o cartógrafo Marco Aurélio de Almeida Lima, membro da expedição do Projeto Pontos Culminantes do IBGE e do Instituto Militar de Engenharia (IME), tirou as novas medidas após 36 horas de medição usando um aparelho de GPS. A nova medição determinou que o pico era aproximadamente 20 metros mais baixo do que se pensava, tornando o Brasil um país sem nenhum ponto em seu território acima de 3000 metros de altitude.

Acesso
O início da trilha acontece na boca do Igarapé Tucano, próximo à aldeia ianomâmi de Maturacá, a cerca de 800 km de Manaus. É necessário subir o rio Cauaburi em voadeiras (velozes canoas de alumínio com motor de popa), até o Igarapé Tucano, início da caminhada. Depois de quatro dias de caminhada, andando uma média de 4 a 5 horas por dia, chega-se ao ponto mais alto do relevo brasileiro, onde se encontram várias espécies endêmicas, principalmente plantas de pequeno porte. O nome "Pico da Neblina" deve-se ao fato do mesmo se encontrar praticamente o ano todo coberto de nuvens.

Clima e vegetação

Plantas de grande porte e vegetação mais fechada (floresta equatorial) só são comuns até os 1000 m de altitude; dos 1000 m até aos 1700 m há arvores de médio e pequeno porte, onde a vegetação é mais aberta, e a partir dos 1800 m só há vegetação rasteira (vegetação de altitude).
No topo da montanha, a temperatura chega a 20 °C durante o dia e cai para 6 °C à noite.


Altitude3014 m (9.822 pés)
Proeminência2.886 m
Posição: 112
Cume-pai: Ritacuba Blanco
Localização Brasil (município deSanta Isabel do Rio Negro,Amazonas)
CordilheiraSerra do ImeriPlanalto das Guianas
Primeira ascensão1965 por expedição doExército Brasileiro
Rota mais fácilDe São Gabriel da Cachoeiraao rio Iazinho pela BR-307, e via fluvial pelo Iazinho, rio Ia,rio Caburaí e rio Tucano, e vereda na selva pelos campos Tucano, Bebedouro Novo e Garimpo do Tucano), escalada final
                     O PARQUE NACIONAL DO PICO DA NEBLINA


Parque Nacional do Pico da Neblina é uma unidade de conservação brasileira de proteção integral da natureza localizada no norte do estado do Amazonas, próximo à fronteira com a Venezuela. Desta maneira, o Parque nacional do Pico da Neblina integra, junto aos parques nacionais da Serra do Divisor, do Cabo OrangeMontanhas do Tumucumaque e do Monte Roraima, o conjunto de Parques Nacionais fronteiriços da Amazônia brasileira. Seu território está distribuído pelos municípios de Santa Isabel do Rio Negro e São Gabriel da Cachoeira.
O parque abriga os picos da Neblina e 31 de Março, que, respectivamente com 2 993,78 e 2 972 m de altitude, são as duas montanhas mais altas do Brasil. Com uma área de 2 252 414,68 ha, equivalente a 22 524,15 km², o parque possui um perímetro de 1 040,60 km. Sua administração cabe atualmente ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade(ICMBio).


Objetivos específicos do parque

O parque foi criado em 1979, tendo como objetivo preservar a riqueza natural intocada da região, além de proteger uma amostra representativa do ecossistema amazônico.



Atrativos

A grande beleza natural da Serra do Imeri é a grande atração do Parque. Para os aventureiros mais experientes, há uma trilha de trekking até o Pico da Neblina, em meio à mata fechada e grande umidades, com duração de quatro a cinco dias. O trekking só é realizado mediante autorização do ICMBio, e por guias credenciados pelo órgão.
O Parque fica no estado do Amazonas, no município de São Gabriel da Cachoeira. O acesso pode ser feito tanto por vias fluviais, pelo através do igarapé Itamirim e dos rios Cauaburi e Sá quanto aéreas, através de pequenos aviões que saem deManaus.
Não há estrutura de visitação no Parque. Para quem pretende se hospedar na região, há pequenos hotéis em São Gabriel da Cachoeira, além de restritas opções de alimentação.



Aspectos culturais e históricos

Está localizada no habitat da representação indígena mais expressiva do país, hoje abriga uma pequena população dos Yanomami. Neste contexto o ICMBio, junto com a FUNAI tentam adequar condições socioculturais com as prioridades do Parque.
Até meados da década de 1960, a atual área que abrange o Parque Nacional do Pico da Neblina era considerada como "terra de ninguém". O Brasil e a Venezuela ainda não haviam terminado com os litígios fronteiriços.
A primeira expedição ao Pico da Neblina, em outubro de 1964 não chegou a atingir o seu cume. Foi liderada pelo senhor Roldão e teve como participante o jornalista Carlos Marchesini que nos deixou a seguinte impressão: "Aquele era um mundo perdido, ainda intocado pelo homem". Ele estava correto pois, até a descoberta de ouro na região, o Pico da Neblina era totalmente ignorado.
A conquista definitiva veio no ano seguinte, quando ainda não estava confirmado se o Pico da Neblina era realmente brasileiro. Liderada pelo general Ernesto Bandeira Coelho, a expedição Mista de Limites - a segunda ao Pico da Neblina - alcança o ponto mais alto em março de 1965.
Até o início da década de 1990, apenas cientistas e militares tinham permissão para explorar a região. Uma das expedições mais interessantes foi a coordenada pelo entomólogo(estudioso de insetos) Victor Py-Daniel, do INPA (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia), que também fez pesquisas científicas da região do Morro dos Seis Lagos.



Aspectos físicos e biológicos

[editar]Clima

O clima da região apresenta temperaturas anuais médias acima de 25 ° C e umidade relativa superior a 80%. O mês mais frio possui temperaturas acima de 20 ° C e não existe inverno climático, tendo como precipitação anual 3.496 mm.

[editar]Relevo

O relevo da região amazônica comporta-se com domínio de terras baixas equatoriais ou ainda domínio dos tabuleiros e sendo o mesmo bem ondulado com picos e montanhas. Sua maior altitude é o Pico da Neblina com 2.994 m.

[editar]Vegetação

A cobertura vegetal da área compreende a floresta tropical úmida densa e aberta. Esta fisionomia apresenta cobertura uniforme, com árvores de grande porte (25-30m) e ainda apresenta e flores como arsgue-da-mata

[editar]Fauna

Possui a fauna característica da Amazônia. Entre os mamíferos, existem algumas espécies ameaçadas de extinção, como: o macari-preto, o cachorro-do-mato-vinagre e a onça-pintada. Entre a avifauna estão ameaçados o gavião-pega-macaco, o gavião-de-penacho, bem como o galo-da-serra.



LocalizaçãoAmazonasBrasil.
Cidade mais próximaSão Gabriel da Cachoeira
Área2 252 414,68 ha[1]
Criação5 de junho de 1979 (33 anos)[2][3]
GestãoICMBio[4]
Sítio oficialParna do Pico da Neblina
Coordenadas0° 48' 26" N 66° 0' 15" 


      

São Gabriel da Cachoeira-AMAZONAS



3 comentários:

  1. Grato por nos emprestar sua visão. Simplesmente lindo.

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  2. Walter, foi com todo prazer que compartilhei essa magnífica visão de um canto do Brasil! Obrigada pela visita!

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  3. Olá Arquiteta, parabéns pelo post. Se tiver como trocar idéia contigo sobre o local, ficaria grato.

    Eduardo.

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